Eu por mim mesma!

Eu por mim mesma!
Voltei-me e vi debaixo do sol que não é dos ligeiros a carreira, nem dos valentes a peleja, nem tão pouco dos sábios o pão, nem ainda dos prudentes a riqueza, nem dos entendidos o favor, mas que o tempo e a sorte pertencem a todos. (Eclesiastes 9:11)

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Escrever???

Escrever???
Sim!!!
Lava a alma e clareia a existência...
Existência essa tão conturbada,
porém nunca desperdiçada...
Escrever???
Sim!!! Escrever...

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Esperando na Janela

Quando me perdi
Você apareceu
Me fazendo rir
Do que aconteceu
E de medo olhei
Tudo ao meu redor.
Só assim enxerguei
Que agora eu estou melhor.
Você é a escada da minha subida,
Você é o amor da minha vida,
É o meu abrir de olhos do amanhecer,
Verdade que me leva a viver.
Você é a espera na janela,
A ave que vem de longe tão bela,
A esperança que arde em calor,
Você é a tradução do que é o amor.
E a dor saiu;
Foi você quem me curou.
Quando o mal partiu
Vi que algo em mim mudou
No momento em que quis
Ficar junto de ti
E agora sou feliz,
Pois lhe tenho bem aqui.


domingo, 7 de dezembro de 2014

A última lua cheia do ano





Ela olha pela janela e percebe a claridade evidente que emana através da vidraça embaçada pelo calor do seu desespero constante. Depois de tanto tempo sem escrever uma palavra sequer, ela volta a expor suas emoções em palavras e as mesmas jorram aos borbotões e seus dedos não dão conta de expressar tudo que transparecem por meio delas. Sua inspiração desaparece. Ela chora muito. Percebe que a vida a deixou amarga e sem esperança. Ela observa a claridade advinda de fora e abre a janela. É como se abrisse a janela para a vida, para as lembranças, para a saudade e o frescor da noite bate em seu rosto. Ela fecha os olhos e relembra com lágrimas nos olhos tudo o que já lhe ocorreu. Abre os olhos e vê a claridade da lua cheia no céu. Não só a lua cheia, mas a última lua cheia do ano.
Ela lembra que não gosta dos finais de ano, pois esses a deprimem mais ainda. Ela sempre está onde não gostaria de estar, sendo extremamente simpática, quando o que mais quer é sair gritando, para outro lugar, outro mundo, outras pessoas. Observando a lua cheia no céu, ela pensa no que deixou para trás e pensa em estabelecer novas metas para o próximo ano, mas percebe que essas serão praticamente infundadas, pois nunca consegue realizar tudo aquilo que planeja, por mais ínfimo que seja.
O vento frio bate em sua face lembrando-a de que ainda há esperança, mesmo que distante. Ela busca em seu íntimo a força que a move e a encontra. Dois seres que dormem na calmaria da noite, ressonando inocentes. O vento a acorda, pois ela já estava a cochilar com os cotovelos doloridos a apoiar o rosto cansado nas mãos, e sente que seu coração dói e a garganta arde com o choro preso.
Por fim, ela olha novamente a majestosa lua iluminando a noite e lembra dele. Ele. Ele sempre foi uma grande inspiração e ao mesmo tempo a sua dor mais profunda. Tantas pessoas já passaram por sua vida, já teve muitos homens aos seus pés, e já se apaixonou por alguns deles, mas ela sempre acreditou que amor existe somente um na vida e sempre enfatizou isso. Por isso, ela crê com lágrimas nos olhos, que não será capaz de amar novamente porque já amou intensamente uma vez na vida.
Ela resolve sair, abre a porta e senta na grama molhada pelo orvalho da noite. Areja a alma com o vento e o frescor da noite, e respira o ar puro que vem e está consciente de que jamais irá tê-lo novamente. Ele é o homem dos seus sonhos, o príncipe encantado de toda mulher. Ela nunca teve sorte com homens, pois sempre foi uma mulher muito carente, sonhadora e que gosta de mimos e carinhos e nem todos estão dispostos a isso. Talvez seja por não haver amor suficiente para tratá-la como merece. Sim! Como ela merece, pois já batalhou muito e sofreu demais.
Talvez sofra demais porque tenta achar em outros aquilo que só encontrou nele e isso a decepciona. Como foi seu único amor ela está ciente de que jamais encontrará alguém que a satisfaça e que a ame assim como ele a amou. Sim! O amor era correspondido. Eles amaram-se intensamente, loucamente e eternamente! Ela percebe que mesmo sofrendo tanto, chorando tanto, tudo valeu a pena e viveria tudo novamente se tivesse chance de voltar no tempo.
Ela percebe que seu peito está molhado, olha para cima achando que está chovendo, mas não é a chuva que cai, e sim suas lágrimas de dor e desespero. Desespero por saber que em sentimento não se manda, coração não se governa. Ela só gostaria que sua vida fosse simples, sem pressa, sem vírgula, sem brigas, sem separação, sem mágoa, sem dor, e muito menos ponto final.
Ela percebe que está ficando tarde, ao ver que a lua está alta no céu, cada vez mais iluminada e esplendorosa. Suspira fundo e adentra novamente. Observa uma última vez a lua e imagina se em algum lugar no mundo, mais alguém estaria fazendo o mesmo. Talvez ele, depois de tanto tempo ainda pode existir sentimento. Ela sabe que o marcou, assim como ele a ela.
Escrever tornou-se uma fuga, pois ao escrever o alívio vem e o peito respira altivo pronto para enfrentar a vida e o que advém junto com ela. Ela coloca a cabeça no travesseiro, sentindo os olhos inchados de tanto chorar e surge em meio as lágrimas um sorriso. Um sorriso de esperança, de amor, de acalento, de descanso... E, por fim, adormece nos braços da saudade, sonhando com seu eterno príncipe encantado!

Afinal, ela sabe que em algum lugar ele também pensa nela, e por mais difícil que seja a vida, ela sabe que um dia já foi plena de felicidade. A esperança ressurge como a fênix, fazendo-a acreditar que outras luas cheias virão e que talvez tenha a sorte de reencontrá-lo numa noite dessas de verão. Assim, nessa quietude, adormece sob a luz intensa da última lua cheia do ano.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Eu e você...

                   Água e Fogo

Extremos. 
Antônimos.
Opostos.
Calmaria.
Calor.
Tranquilidade.
Ardor.

                Distintos, porém, eternos!
Eu e você... Água e Fogo!

segunda-feira, 9 de julho de 2012



"Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade. Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça. Digo o que penso, com esperança. Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor. Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende!"


* (Cora Coralina)

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Amor-Amizade


Eles viveram uma intensa aventura. Ela o conhecia há tempos, mas não sabia e nem cogitava a ideia de que ele poderia ser o seu anjo da guarda. Com tanto tempo de convivência, mas sem nem mesmo olharem-se, ela tornou-se uma garotinha curiosa e ele um tímido apaixonado.
Quando começaram a conversar, ela ficou assustada com a intensidade de suas palavras. Ele era galanteador, porém sincero. Ela acordava de madrugada e pensava nele. Chegava da faculdade, ficava encolhida em posição fetal embaixo das cobertas, esperando os seus recados no orkut ou as suas mensagens no celular. Na verdade, nem ela mesmo sabe como tudo começou.
Os encontros foram marcados, fez com que se entregassem intensamente ao momento. Entregaram-se um ao outro. Viveram. Apaixonaram-se. Porém, o que ele não sabia, era que ela havia tido um grande amor, que também a chamava de anjo. Alguém que ele a fazia lembrar o tempo todo.
Ele aceitou todas as condições que ela impôs, mas ela era a sua menina. O seu anjo. E ela sentia-se tão protegida, tão bem cuidada, que não conseguia mais viver sem ele. No fundo, ela sabia que estava apaixonada por ele, mas paixão não é amor, e portanto, não seria suficiente para uma vida toda.
Ela chorou muito tempo por ele, ao relembrar as aventuras e loucuras que viveram, e ele por ela. Pararam de conversar, interromperam as relações, mas o que nenhum dos dois sabia era que havia se tornado impossível viver sem um ao outro. Ela o magoou, mas ele a perdoou. Ele a perdoou e ela decidiu nunca mais deixá-lo. Ele era o seu único e verdadeiro amigo.
Eram amigos de verdade. Conversavam, brincavam, estudavam e choravam um no colo do outro. Tornaram-se unidos por um sentimento invisível que tanto um quanto o outro, privavam-se de admitir. Prova disso, foi o ciúme intenso que ela sentiu ao vê-lo com a namorada, os choros contidos na garganta que expĺodiam no travesseiro...
Eles brigavam o tempo todo. Ora porque ela não se cuidava, ora porque ele estava com ciúmes. Aquela amizade que os unia é que dava forças para que ela seguisse em frente. Ele era seu anjo da guarda e ela o seu anjinho. Ele a chamava de anjo menina-mulher, e ele era o bobão que ela mais adorava.
Por outras pessoas entrarem na vida de ambos, respeitaram-se mutuamente, continuaram amigos, mas não deixaram de lembrar um do outro com carinho e saudade dos momentos que viveram e ficaram marcados numa tábua chamada coração.
Ela era inconsequente, maluquinha e intensa. Ele era ciumento, dengoso e chorão. Trocavam mensagens o tempo todo, o dia todo, e agora, ela sente falta disso. Pararam de se falar, porque ambos são uns bobos, movidos por sentimentos estranhos e contraditórios, mas que levam a um mesmo rumo. Ele está magoado e ela também. Chora o tempo todo e está extremamente mal-humorada. Essa é a falta que ele lhe faz.
Ela precisa dele como ele nem imagina. Ele já nem tanto. Ela espera ansiosamente para vê-lo. Ele vira o rosto. No fundo, os dois sabem que não se resistem e logo voltam a conversar. Mas, ambos sabem também que o sentimento estranho e invisível que os une, nunca poderá ser vivido, pois adormeceu nos braços do silêncio e da amizade, pois a amizade, o amor-amigo que sentem um pelo outro é muito maior do que qualquer outra coisa, por isso ela briga por ele e ele a defende. 
Ela é o seu anjo-menina. E ele, ahhhh, ele... Ele é o seu anjo da guarda...

Denise, 25/08/2011.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Saudadee...

Ele diz em  10 Mar., 2007 -

Eu adorei essa foto!Voce fica muito mais linda quando esta séria,sabia?
Seus olhinhos expressivos,
seu rostinho de quem procura uma resposta
para todas as interrogações da sua cabecinha...
Anjo,preciso te dizer...
...te dizer que te adoro!
Beijos,
Sabe quem sou?
P.S Vou te dar uma dica,ok
alguem mais te chama de "anjo"?
beijo na sua boca linda

domingo, 21 de agosto de 2011

“Eu te amei muito. Nunca disse, como você também não disse, mas acho que você soube. Pena que as grandes e as cucas confusas não saibam amar. Pena também que a gente se envergonhe de dizer, a gente não devia ter vergonha do que é bonito. Penso sempre que um dia a gente vai se encontrar de novo, e que então tudo vai ser mais claro, que não vai mais haver medo nem coisas falsas. Há uma porção de coisas minhas que você não sabe, e que precisaria saber para compreender todas as vezes que fugi de você e voltei e tornei a fugir. São coisas difíceis de serem contadas, mais difíceis talvez de serem compreendidas — se um dia a gente se encontrar de novo, em amor, eu direi delas, caso contrário não será preciso. Essas coisas não pedem resposta nem ressonância alguma em você: eu só queria que você soubesse do muito amor e ternura que eu tinha — e tenho — pra você. Acho que é bom a gente saber que existe desse jeito em alguém, como você existe em mim.”

Caio F. Abreu

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Amor Perdido...


Ela olha pra fora, e chora! Ela vê a chuva que cai, e pensa nos seus erros passados e no seu iminente futuro que ela desconhece. A chuva cai la fora e ela sente seu coração apertar... um aperto de dor, de melancolia, nostalgia, um não sei o quê, vindo de não sei onde... Ela pensa nele! Ele, ele mesmo... Aquele que ela vive pensando todos os minutos de seu dia. Os seus dias estavam repletos da presença dele, aquela presença mascula, briguenta e complicada... Aquela presença carinhosa, safada, mas com um leve toque de medo de amar... Os seus minutos estavam repletos das mensagens dele no celular, dos recadinhos dele no orkut, da ânsia de vê-lo novamente o mais breve possivel... As suas horas estavam repletas da presença dele... aquela presença que ela sabia que teria, mas somente quando ele quisesse, afinal, ele é complicado... a sua presença é complicada, mas desejada!
Agora, ele se foi! O coração dele não estava com ela. Sempre esteve com outra! Ela busca em si mesmo reflexos da personalidade da outra, mas nem sequer a conhece. A esperança de conquista-lo e tê-lo de volta, é tão grande, que ela chega perto do desespero, quando olha pro tempo la fora, ouve os trovões que ecoam no céu, como se fosse a voz de sua consciência lhe dizendo: deixa sua boba! Esqueça-o! Ela busca no âmago de sua alma um resquicio de esperança e força pra lutar por ele, mas não sabe se vai valer a pena!
Ela fica confusa. Quando esta com ele, suas pernas ficam alegres e seu coração aparece em todas as partes do seu corpo, menos no seu lugar de origem... Ela fica boba, feliz com a presença dele... Aquela presença! A presença que quando a beija, ela perde o fôlego e os olhos se enchem d'agua no anseio de tê-lo somente pra si. Ele a olha de um jeito confuso, que a deixa sem saber o que pensar. Ele a olha com um olhar dançante, um olhar brilhante que lhe quer dizer alguma coisa, que talvez ele não tenha a coragem de dizer, pela sua timidez, pelo seu medo...
Hoje ela não se arrepende do acordo que fizeram quando começaram a sair... Ela sabe que se isso não tivesse acontecido, ela jamais saberia o que realmente sentia por ele. Hoje, ela sabe! Ela sabe, que talvez nunca mais o abrace, talvez nunca mais sinta o cheiro dele, nem o seu calor, muito menos aquele carinho que ele demonstra quando estão juntos no calor e no anseio daquele abraço... Ela sabe que talvez nunca mais sinta o corpo dele junto ao seu, talvez nunca mais fique deitada em cima dele como ela tanto gosta... Talvez nunca mais o veja, nem converse com ele, mas ela sabe! Ela sabe! Ela sabe que viveria a vida inteira ao lado dele. Ela sabe que ficaria com ele pro que desse e viesse. Ela sabe que o amaria com todas as suas forças, dispensaria a ele todo o seu sentimento acumulado e reprimido dentro do peito. Ela sabe que faria dele, o homem mais feliz do mundo... Mas, infelizmente, ela também sabe, que o coração dele, não esta com ela...
A chuva continua caindo, e com ela as lagrimas no rosto dessa grande menina-mulher que aprendeu com a vida a esconder os seus sentimentos. A unica forma de expressão que ela encontra é escrevendo... E agora, ela escreve! Ela escreve pra amenizar a dor, desabafar... talvez ela pense que assim, estara exorcizando os pensamentos, estara se livrando dele... Mero engano! Talvez isso piore as coisas, pois ao reler o que escreveu, vai doer mais ainda!
A dor que ela sente é grande. Mas ela sabe, por experiência propria que essa dor vai passar, assim como tudo na vida dela. Talvez isso que ela sinta não passe, apenas amenize e adormeça, mas ela sabe que esquecer vai ser impossivel. A decisão que ela tem que tomar, ela não sabe, mas talvez mude o rumo da vida dela. Talvez ela nunca mais o veja, mas sabe que o cheiro dele esta impregnado em sua pele, sabe que a voz dele vai ficar ecoando em seus ouvidos... Ela sabe! Ela sabe que ele a marcou...
Que inocência a dela... Acreditar e sonhar tanto, que um dia ambos pudessem ficar juntos! A chuva continua caindo, e ela percebe que essa tempestade vai demorar a passar... e vai demorar mais ainda pra arrancar essa dor latente que ela sente partindo o seu peito!
A chuva passou, e com ela as lagrimas de dor e saudade secaram... Mas ela continua com o olhar parado no espaço, sem ação, sem respirar... Ela pensa nele! Agora deve estar dormindo, imagina-o dormindo... Sonha com ele, mas decide... Vai esquecê-lo!
Sera que vai ser possivel esquecer aquele homem que ao mesmo tempo que diz que esta com saudade, diz que é melhor não se verem mais? Sera que ela vai conseguir parar de pensar nele, ainda mais nesses dias tão chuvosos, em que ela sente mais ainda a falta dele? Ela lembra de quando era adolescente, ele também... Dois bobos que se olhavam, mas a imaturidade ou talvez o destino não deixou que ficassem juntos, nem no passado distante, e nem agora! Talvez seja isso mesmo... Destino! Ou o destino é uma desculpa para não fazermos nada? Ela não sabe! Não sabe se deve lutar ou desistir... Se lutar, ela corre o risco de chorar mais ainda, e sofrer muito mais, mas se desistir, nunca sabera o que vai acontecer e a sua consciência vai lhe dizer: Quem sabe! Se você tivesse lutado, talvez fosse diferente! Mas no fundo, ela sabe... Sabe que não tem mais forças, sabe que esta machucada demais, e sabe que de nada vai adiantar...
Ela sabe que vai vê-lo na rua, vai vê-lo em alguns outros lugares... Mas ela sabe, que não podera imagina-lo como seu amor, aquele que ela gostaria de abraçar e dizer: Fica comigo! Eu te amo!... 

Denise, 19/08/2011.

terça-feira, 26 de julho de 2011

O Medo do Amor




Medo de amar? Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê.

O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável. Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade.

E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.

Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.

Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo.

Martha Medeiros

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Cansei...

Cansei de esperar suas decisões, quero mais , preciso de mais. Migalhas? Não, obrigada, não as quero. Sou incrivelmente mais valiosa e exigente, você não pode me dar o que mais solicito: carinho, atenção, e respeito.
Não ha nada mais para se fazer, a não ser partir...e deixá-lo decidir o que é melhor para você, simplesmente não posso continuar neste jogo perdido, em que você comprou o juiz ,e já decorou todas as minhas jogadas, cada passo que dou você já tem o que argumentar.
Não importa o que eu diga, você não se importa.Triste? Não estou, estou presenciando um momento de analise da minha vida, e que é preciso tomar decisões certas, felizmente você não parte dela, pois não posso aceitar a permanência da pessoa que me escolheu para sofrer, e que insiste danadamente em fazer isso.Sofrer não mais.
Quero ser feliz, criar caminhos e seguir minha trilha.
Gostar de você até gosto, mas travo uma briga com meu coração todos os dias por escolher você, isto é cruel comigo, e enquanto mais ele continuar nesta fixação lutarei com toda força que sei que tenho. Desistir disso, não vou, porque na realidade o que mais preciso é desistir de você!
Cresci, amadureci, aprendi, me cansei, parei de definir meu humor pelas atitudes “dele”, seja lá quem for o “ele”. Se ele ligou, apareceu, me amou, voltou, ótimo! Se não, o sol brilha tanto lá fora, o céu tá tão azul e a vida tão divertida que não vale a pena lamentar. Troquei o “foi assim” pelo “eu quis assim”, deixei tudo que me causava dor, fiz meu próprio caminho e só trouxe comigo o que me faz bem. Descobri que amor é diferente dessas vontades efêmeras que eu andei tendo, que ser feliz é mais facil do que pensamos, que um sorriso vale muito e que tudo que nós precisamos é de amor. E se eu já era livre agora pretendo ir ainda mais longe, mais alto, mais além. E eu não vou parar de subir ou pra ver o que ficou embaixo, não vou descer tão cedo... Eu joguei fora essa idéia de ter que ser sozinha. Eu passei muito tempo da minha vida depositando minha felicidade em mãos erradas, eu finalmente entendi que ela só pertence a mim. Infelizmente eu não posso colocar aqui o sorriso que eu ando desfilando ultimamente, mas podem ter certeza de que é o meu melhor. Por que vida é pilantra, o mundo cruel, o amor é complicado, mas eu tô bem demais.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Isso é muita sabedoria!


Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue;outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho...o de mais nada fazer.


Clarice Lispector

terça-feira, 5 de julho de 2011

Sem Palavras...

A necessidade de escrever é grande e iminente...

Mas faltam-me palavras para descrever o que me vai aqui dentro...

Hoje, estou literalmente, SEM PALAVRAS...

Denise, 05/07/2011.

domingo, 19 de junho de 2011

Meu coração esta doendo tanto... Meu Deus, tira essa dor do meu peito e me faça entender! Nunca amo e porque quando amo, não sou amada?
Até quando?

terça-feira, 14 de junho de 2011

Não da...

Não da pra simplesmente esquecer,
Não da pra simplesmente parar de pensar.
Não da pra fingir,
Não da pra mentir.
Não consigo, meu coração teima em lembrar
Não da pra continuar chorando,
mas mesmo assim, continua...
Não, meu amor não morreu;
Continua vivo, acorda com o sol
e dorme com a lua
todos os dias.
Numa rotina desgastante e insuportavel
Não da, não é facil, nem nunca foi.
Os dias passam, meses, mesmo assim 
seu gosto ainda esta em minha boca,
seus olhos estão cravados em minha mente,
assim como uma adaga cravada no coração
daquele que sofre,
sofre por amor,
saudade, incompreensão...
Não da, o fim ainda não pode ter chegado
Não pode ser tudo mentira.
Não, louco sempre fui,
mas so os loucos sabem.
Louco estou mais ainda,
minha cabeça esta como se o machado do mercenario
a tivesse aberto e confundido todo o meu pensar.
Minha vida nunca mais foi a mesma,
nem nunca vai ser.
Não da pra entender o amor,
somente pra sentir...
Ahhh, meu Deus, não da!


Wilker Anthony de Andrade - 18 anos - Meu aluno do 3° ano do Ensino Médio do Colégio Estadual Anibal Khury.

Ele diz...

Te quero tão bem menina! Pensei que soubesse até conquistar uma pessoa, mas vi que com vc falta-me palavras...Me afago, penso, penso e mais penso, mas não vem
 Acho que na realidade não existe palavras para descrever apenas uma pessoa como vc
 pequena, grande e linda mulher
 Gostaria tanto de poder te dar carinho todos os dias...ficar velhinho ao teu lado lembrando de tudo

Mudanças...

De repente, não mais que de repente,
tudo muda.
Sempre é assim, acontece sempre igual.
So temo que continue por muito tempo.
Ja não se é assim tão forte,
quando a adaga daquele que se diz mercenario,
no peito ja foi cravada,
e o coração ferido sangra e doi.
De repente, não mais que de repente,
tudo muda.
Nada nunca fica como esta,
quando se acha que esta tudo bem,
feliz, satisfeito, completo,
o Senhor Destino faz o seu jogo.
E nos estamos a mercê do que ele decidir.
O fantasma da lembrança sempre vai atormentar
aquele que sentiu o que muitas vezes 
outros não sentiram.
Nunca viva de ilusões,
tente construir cada momento
com os pés fincados no chão,
mas nunca deixe de ser sonhador,
pois o sonho é a unica coisa 
que não podem te impedir de fazer.
Vai por estes versos,
você pode se dar melhor 
do que quem os escreve.
De repente, não mais que de repente,
Tudo muda.
Ninguém vai se importar com o que você sente,
nem quer saber se você chora
sozinho no quarto.
Ahhh, se as paredes falassem!
Como muitos dizem,
"quem vê cara, não vê coração!",
mas sera que é mesmo assim?
Ninguém nem imagina o que acontece
Sera que você que esta lendo isso, esta entendendo?
Ou sera que nem sabe do que estou falando?
Não seja assim!
Seja mais! A vida é diferente! Preste atenção!
"Não julgue para não ser julgado!"
De repente, não mais do que de repente,
tudo muda.
para pior, ou para melhor
vai depender do ponto de vista de cada um
Ouça, não fale de amor se você não o conhece,
amor é uma palavra bem pequena,
mas que tem um infinito valor.
Sofrer, não reclame do sofrimento
se você não souber o que realmente quer dizer,
ou se nunca sofreu de verdade.
Você por acaso, ja parou e pensou?
O mundo e a nossa vida
muitas vezes não são do nosso jeito,
cabe a nos nos adaptarmos.
De repente, não mais do que de repente,
Tudo muda!
Pense!


Wilker Anthony Andrade - 18 anos - Meu aluno do 3° ano do Ensino Médio do Colégio Estadual Anibal Khury.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Minha sombra


Olhei para o chão e vi...

Minha sombra,
que me persegue,
e nela sou GRANDE,
grande como um gigante.

Porém,
triste percebi,
que sou grande,
somente na sombra.

Denise, 09/06/2011. (Poemas bobos 2011)

Instinto Maternal

Como é bom olhar nos olhos daquele a que dei a luz...
Sentir o calor do seu corpinho tão pequeno junto ao meu...
Nunca tinha sentido um amor tão forte,
Nunca tinha tido tanto medo de perder alguém,
Nunca tinha rolado no chão brincando com alguém,
nem sequer brincado de carrinho...
Nunca corri desesperada até uma farmacia
para comprar remédios para sanar a dor de alguém,
nunca tive vontade de comprar o mundo e dar de presente.
Nunca ri tão alto ao ouvir alguém cantar,
atirei o pau no gato...
nunca tinha sofrido por ver alguém tossir ou espirrar.
Nunca desejei tão ardentemente,
dar uma vida melhor a alguém,
dar uma profissão e tudo o que lhe for agradavel.
Nunca pensei que um dia,
me fariam de "cavalinho" e eu acharia engraçado...
Nunca pensei que um simples sorriso,
me traria tanta felicidade!
Nunca pensei que um "EU TE AMO" me faria sentir a pessoa mais feliz desse mundo.
Meu filho mudou a minha vida...
Agora tenho compromisso com uma vida,
devo cuidar, amar acima de tudo...
E eu amo, quero cuidar, quero fazer...
Filho! Nunca imaginei que um dia diria essa palavra...
Mesmo não tendo seu papai por perto,
vou te fazer a criança mais feliz desse mundo!
Prometo!!!
Eu amo você, minha criança...
Sei que Deus, vai nos abençoar,
e seremos muito felizes...
Você e Mamãe...
Te Amo Muito, Bryan Fonseca... Minha vida!


Denise, 09/06/2011.

Chuva...


Nessa manhã tão intensa,
sinto sua falta!
A chuva cai, e com ela minhas lagrimas de saudade de você!
Ouço as gotas caindo no telhado,
meu coração apertado grita teu nome,
minha boca chama por você,
meu amor!
Meus olhos buscam ao menos tua sombra,
doce ilusão...
Não consigo te encontrar!
Nas asas do meu sonho, 
busco você...
Busco seu olhar intenso,
seu abraço apertado,
seu calor, seu amor,
seu beijo...
Sinto saudade daquele amor gostoso,
daquele calor gostoso,
daqueles dias de chuva,
daqueles dias frios, 
Em Paris ou Londres...
Novamente, vem a lembrança daqueles dias,
as lagrimas caem indisciplinadamente,
assim como a chuva cai la fora.
Meus olhos buscam você,
minhas mãos tateiam o espaço,
e não te encontram ao meu lado...
Sinto saudade...
Saudade de você...
Saudade daquele sofa amarelo,
saudade daquele edredom,
Sinto sua falta...
Assim como sentia da chuva
que ha muito tempo não caia...
Volta amor!
Volta, estou esperando por você!
De braços abertos...
Vamos dançar nessa chuva fria,
cantar a nossa felicidade...
O nosso amor, o nosso calor,
nos aquece...
Saudade!
Volta... Volta amor!

Denise, 09/06/2011