Eu por mim mesma!

Eu por mim mesma!
Voltei-me e vi debaixo do sol que não é dos ligeiros a carreira, nem dos valentes a peleja, nem tão pouco dos sábios o pão, nem ainda dos prudentes a riqueza, nem dos entendidos o favor, mas que o tempo e a sorte pertencem a todos. (Eclesiastes 9:11)

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Ainda vou te encontrar...



Eu não sei porque ainda espero pra te amar
Se nem mesmo sei aonde posso te encontrar
O meu dia - a - dia tá vazio sem você
Tanta solidão amor pra quê?
Eu ainda lembro o dia que você partiu
Uma dor imensa o meu peito invadiu
Já faz muito tempo eu tô tentando achar a paz
Volta pois eu não agüento mais

E na loucura ainda vou te procurar
Mais que ilusão não vou te encontrar
Mas onde está sei que escuta minha voz
E ouve essa canção,

Será que um grande amor um dia pode se acabar
Ou é só o tempo que eu tenho que esperar?
Sei que ainda tenho uma vida pra viver
Mas logo eu vou encontrar você

E na locura ainda vou te procurar
Mais que ilusão não vou te encontrar
Mas onde está sei que escuta a minha voz
E ouve essa canção, ah...ah...

Será que um grande amor um dia pode se acabar
Ou é só o tempo que eu tenho que esperar?
Sei que ainda tenho uma vida pra viver
Mas logo eu vou encontrar você

domingo, 10 de abril de 2011



Tô vivendo com uma sombra sobre mim
E uma nuvem no meu quarto de dormir
Tanto tempo sozinha
As vezes eu acho que a culpa é minha

Tenho andado atrás dos sonhos que eu criei
Tanto sentimento que desperdicei
Infinito momento
Perdido na esquina do pensamento

Tudo que eu queria era sentir de novo o amor
Eu daria tudo pra sentir de novo o amor

As estrelas se recusam a brilhar
Um minuto leva horas pra passar
Tô sentindo falta, a vida ficou muito chata e fria

Eu queria alguém que acendesse a luz
Com esse tipo de energia que seduz
E que mostre o caminho
Ninguém vive feliz sozinho

Tudo que eu queria era sentir de novo o amor
Eu daria tudo pra sentir de novo o amor
Se eu abrir o meu coração
Eu só te peço que não me detone outra vez

Tem momentos que eu não sei o que é real
Ou se alguém no mundo sente o que eu senti
Alguém de verdade, chega de sonho pela metade

Tudo que eu queria era sentir de novo o amor
Eu daria tudo pra sentir de novo o amor

E se eu abrir o meu coração
E minha alma te convidar
Todo cuidado pra não ferir
Não jogue meus sonhos fora outra vez

De volta para o amor ...

Saudades



Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,
eu sinto saudades...

Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...

Sinto saudades da minha infância,
do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,
do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...


Sinto saudades do presente,
que não aproveitei de todo,
lembrando do passado
e apostando no futuro...

Sinto saudades do futuro,
que se idealizado,
provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...

Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei!
De quem disse que viria
e nem apareceu;
de quem apareceu correndo,
sem me conhecer direito,
de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.


Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!

Daqueles que não tiveram
como me dizer adeus;
de gente que passou na calçada contrária da minha vida
e que só enxerguei de vislumbre!

Sinto saudades de coisas que tive
e de outras que não tive
mas quis muito ter!

Sinto saudades de coisas
que nem sei se existiram.

Sinto saudades de coisas sérias,
de coisas hilariantes,
de casos, de experiências...


Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia
e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer!

Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar!

Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,

Sinto saudades das coisas que vivi
e das que deixei passar,
sem curtir na totalidade.

Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que...
não sei onde...
para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi...

Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades
Em japonês, em russo,
em italiano, em inglês...
mas que minha saudade,
por eu ter nascido no Brasil,
só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.


Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria,
espontaneamente quando
estamos desesperados...
para contar dinheiro... fazer amor...
declarar sentimentos fortes...
seja lá em que lugar do mundo estejamos.

Eu acredito que um simples
"I miss you"
ou seja lá
como possamos traduzir saudade em outra língua,
nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.

Talvez não exprima corretamente
a imensa falta
que sentimos de coisas
ou pessoas queridas.


E é por isso que eu tenho mais saudades...
Porque encontrei uma palavra
para usar todas as vezes
em que sinto este aperto no peito,
meio nostálgico, meio gostoso,
mas que funciona melhor
do que um sinal vital
quando se quer falar de vida
e de sentimentos.

Ela é a prova inequívoca
de que somos sensíveis!
De que amamos muito
o que tivemos
e lamentamos as coisas boas
que perdemos ao longo da nossa existência...

Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais -por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia –qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido. Eu prefiro viver a ilusão do quase, quando estou "quase" certa que desistindo naquele momento vou levar comigo uma coisa bonita. Quando eu "quase" tenho certeza que insistir naquilo vai me fazer sofrer, que insistir em algo ou alguém pode não terminar da melhor maneira, que pode não ser do jeito que eu queria que fosse, eu jogo tudo pro alto, sem arrependimentos futuros! Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo, que com a certeza de ter acabado em dor. Talvez loucura, medo, eu diria covardia, loucura quem sabe!

Caio Fernando Abreu

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Ela


Ela não queria deixa-lo. Mas, seria por medo de o perder? Ou por medo da solidão?
Mas, como ela é dona de uma coragem incomum, fez o que achou certo: ela o deixou! Deixou-o sem medo e deu sua cara ao vento para que ele secasse as suas lagrimas de decepção!
E, o que ela esperava, realmente aconteceu! Ela viveu! Sobreviveu! Renasceu! Recomeçou mais uma vez! Viver sem ele nem era tão assustador assim. A dor da perda, dessa vez, não foi dilacerante e nem a fez chorar. Ela o esqueceu tão rapidamente, pois descobriu que seu coração, por mais que tentasse, estava fechado para ele e que vai ser dificil alguém entrar denovo. Ela até preferiria sofrer, pois assim saberia que ainda é capaz de amar! Nem quando o viu depois de algum tempo suas pernas tremeram... Pelo contrario! Ela sente uma sensação gritante de liberdade e a sua coragem confirma-se: ela fez o que realmente deveria ter feito!
Agora ela é livre! Livre? Livre para amar? Sera que vale a pena amar? Sera que ela consegue amar?
Agora ela sorri. Aquele sorriso amarelo. Liga para os amigos e troca mensagens na madrugada, pois são nessas horas que ela se sente ainda mais sozinha. Ainda bem que ela os tem sempre por perto. Um em especial que sempre a apoiou nos seus momentos de crise, sempre a aconselha e diz: "lembra da Branca de Neve... a mulher, antes de encontrar o principe passa por uma experiência com os 7 anões. Cada um deles tem uma caracteristica diferente: um é zangado, outro dengoso, outro chorão, enfim...são fragmentos de homem que ela tem que lidar até encontrar o homem por inteiro, com todas as caracteristicas dos 7 anões... "
A solidão é o seu pior castigo. E o seu pior defeito é a carência. E é isso que a leva a cometer loucuras. Por isso, ela busca, busca alguém para amar. Busca seu "fragmento de homem". Mas, ainda não encontrou. Não encontrou alguém que tome seu coração e a faça se entregar. E ai, ela pergunta: Até quando?

Denise, 31/03/2011.

terça-feira, 29 de março de 2011

Meu Brasil-Brasileiro


Brasil, Brasil!
Meu Brasil brasileiro,
meu verde amarelo,
meu branco azul anil,
meu rico Pais,
minha Patria, minha casa, minha mãe...
Meu povo diverso,
Meu chão variado,
Minha agua infinita,
Meu Pai...
Brasil, Brasil!
Meu sertanejo, meu carioca,
Meu sulista, meu povo
Brasil lindo...
Brasil Amazonas-Pantanal
Brasil Araucaria-Atlântica
Brasil Carnaval-Folclore
Brasil Futebol-Politica
Brasil... Brasil...
Meu Brasil Brasileiro.
Brasil canção
Brasil coração
Brasil Emoção
Brazil-Brasil
Enfim,
Somente
Brasil-Brasil
Meu Brasil Brasileiro!

Denise, 2006.

Palavra

Palavras...
Palavras mudas falantes
Palavras negras coloridas
Palavras tristes alegres
Palavras gemidos risos
Palavras...
Palavra Eu
Palavra Ele
Palavra Tu
Palavra Nos
Palavras...
Palavra verbo
Palavra adjetivo
Palavra conjunção
Palavra substantivo
Palavras...
Palavra é palavra
Palavrinha palavrão
Enfim,
Palavras
Falando por si so.

Denise, 2005.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

A Vida!

Nossa vida é muito curta para nos atermos a comodidade excessiva, a busca incansavel por dinheiro e bens materiais e ao esperar continuo sem luta. Devemos curtir nossa vida ao maximo, como se esse, fosse o ultimo dia que estivessemos vivendo, e agissemos de forma com que parecesse que somos eternos.
As vezes, surgem momentos em que pensamos que a vida não faz sentido, e pensamos que viver não vale a pena, mas... assim como surgem momentos dificeis, surgem os bons, que compensam os tristes e nos fazem esquecer que existiram... e são esses momentos que faz com que a vida valha a pena... São coisas simples ou palavras ingênuas, ditas na inocência de uma criança, no sorriso de um filho, no beijo da pessoa amada, no aperto de mão de um amigo, no abraço apertado de um parente, que nos traz felicidade e nos mostra o verdadeiro significado da vida.
A verdadeira felicidade, que encontramos no decorrer de nossa longa caminhada, deve ser buscada, compartilhada, almeijada, desejada, usufruida, porque a vida é uma so, e nos so temos uma oportunidade para vivê-la, por isso, todas as ocasiões que surgirem devemos aproveitar. As vezes, erramos, choramos, mas é com esses erros do passado, que aprendemos a ser o que somos no presente, e devemos ter sempre em mente, que é o nosso presente que determinara o nosso futuro. Não devemos viver de passado ou em função dele, temos que usufruir o presente e vivê-lo com toda a intensidade.
A vida é um presente que Deus nos deu... E é um presente unico, que ele da so uma vez a uma mesma pessoa... A vida é um verdadeiro milagre, e nos a recebemos, nos a vemos, nos a sentimos, nos a damos (de certa forma), enfim, nos a vivemos... E devemos vivê-la da melhor forma possivel!

Denise/2006

sábado, 5 de fevereiro de 2011

O gosto da vida

Qual o gosto da vida?
Gosto de sabor.
Não oriundo do verbo gostar.
A vida tem gosto de areia,
Areia escorrendo por entre os dedos.
Gosto de espuma macia,
onde podemos descansar nossos corpos.
Gosto de tempo passando
Não importa a velocidade.
Gosto de humano,
Tudo o que sentimos.
Gosto de lagrima rolando
Na parte amarga da vida.
Ou na parte alegre.
Gosto de alegria
De felicidade.
Gosto de agua refrescante
Refrescando o recôndito da alma.
Aliviando as dores do coração.
Gosto de luz na escuridão
Clareando os caminhos rumo ao futuro.
Gosto de sorriso de criança
Esperança
Gosto de vida
Tudo é o gosto da vida
Porque a vida é vida
é nossa,
é unica!
E o seu sabor esta
em saber vivê-la
com a mesma força todos os dias...

Denise, 2006.

She - ELA


Ela
Pode ser o rosto que eu não posso esquecer.
Um traço para o prazer ou para o desgosto
Pode ser meu tesouro ou o preço que eu tenho que pagar.
Ela pode ser a música das músicas do verão.
Pode ser o frio que o outono traz.
Pode ser cem coisas diferentes
Dentro da medida de um dia.

Ela
Pode ser a bela ou a fera.
Pode ser a fome ou o banquete.
Pode transformar cada dia em um paraíso ou em um inferno.
Ela pode ser o espelho dos meus sonhos.
Um sorriso refletido em um riacho
Ela pode não ser o que ela pode parecer
Dentro da sua casca

Ela, que sempre parece tão feliz no meio da multidão.
Cujos olhos podem ser tão secretos e tão orgulhosos
Ninguém pode vê-los quando eles choram.
Ela pode ser o amor, que não pode esperar para durar
Pode vir para a mim das sombras do passado.
Que eu vou me lembrar até o dia que eu morrer

Ela
Pode ser a razão do meu viver
O porquê e o motivo que eu estou vivo
A uma que que eu vou cuidar prontamente ao longo dos anos durante as adversidades.
Eu vou pegar as risadas e as lágrimas dela
E farei delas todas as minhas lembranças
Para onde ela for, eu tenho que estar
O sentido da minha vida é

Ela, ela, ela

Imensidão


O sol se pôs ao léu,
Não ha estrelas no céu,
Não ha sons... nem cheiros...
Não ha desesperos
Nem imagens,
Nem miragens.
As emoções não afloram
Os sonhos desbotam-se, descoram.
A palavra foi dita, mas não ecoa.
O sino esta quebrado e não soa.
Não chores quando eu me for,
pois não mereço tua dor.
Apenas conte-me uma historia com o olhar
E me faça parar de chorar.
Não! Não faça nada por mim,
me deixei ficar assim...
Tentando ler o que esta escrito
Na imensidão do nada,
em algum lugar no infinito!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Anjo do Luar


A noite era alta, eu dormia.
Abri os olhos (ou sera que sonhava?). Eu o vi.
De onde havia vindo tanta beleza?
Sorria e dançava ao luar,
num jardim encantado, a flutuar.
Em sua face brilhava o luar.
Criatura da noite,
Que possuia as mais belas estrelas como olhar,
Bailando como pluma, a flutuar...
Brincando de lado a lado,
na doçura dos movimentos,
Capturando-me num momento,
tingido de prateado.
Sempre a sorrir e a bailar,
Criatura da noite, anjo do luar.
Pelo céu, sem tristezas a lua ia,
Esquecendo-se de que haveria dia.
E um anjo brincando entre flores,
abrindo os braços, enfim
(surpresa ventura, seria para mim?)
A doçura de um perfume que embriagava
Enquanto a névoa o envolvia como véu
E surgiu o primeiro traço de aurora pelo céu.
E não havia mais anjo... ou luar
Voltei a dormir (ou a acordar?)

2000

Sublime Renuncia


Queria viver contigo uma vida,
Sem relogio e sem horas marcadas,
Sem leis, sem satisfações, sem adeus...
Infelizmente,
Querer não é tudo,
Meu poder é limitado!
Felizmente,
Minhas palavras se vão,
Neste papel que se amarela,
Mas que não tem limites...
Esperar é bom!
A incerteza e o talvez
São molas propulsoras.
Sem isto, a alegria não teria razão...
O bom do adeus é a volta!
O riso vem depois das lagrimas.
Se o hoje é sofrido, o amanhã é exaltante.
O bom da renuncia é o alivio da alma!
Bom mesmo é a luta!
Depois vem a vitoria!
Saber que existe o perdão,
Mas que paira no ar a duvida do
não quero, mas na realidade, eu quero!
Mas também é bom não ter,
Pois assim posso aliviar-me,
Certificar-me das limitações humanas,
Saber que nada sou e que nada somos!
E é assim,
Caindo e levantando,
as vezes renunciando,
é que descubro o quanto te amo,
O quanto posso,
Mas o quanto não devo!...

2003

Desabafo.


Talvez no fundo, ela só queria se sentir amada... Não é perfeita, e não admitia isso,
quis sempre agradar a todos.
Sempre conviveu num ambiente turbulento,
muitas confusões, atritos,gritos...
por isso jurou a si mesma que não iria carregar isso consigo!
Dona de uma insegurança sem tamanho,
Ela é medrosa, coleciona decepções, frustrações...
Se entrega completamente a tudo,
dá sempre o melhor de si,
e por isso acredita que deve receber o mesmo do próximo.
A carência afetiva incomoda muito,
talvez por isso o ciúmes e a possessividade caminhem juntos.
Ela sempre se frustrou tanto, errou tanto,
que quando algo bom está acontecendo, têm medo de encarar,
de viver, de desfrutar, de curtir o momento!
Hoje ela têm amigas,
um amor que não merece,

um trabalho produtivo,
cursa uma universidade...
Tudo isso ela vê e sabe o quanto é importante!
Mas com o tempo a garota que tanto gostava de maquiagem já não as usava mais, os cabelos sempre lisos, agora em desalinho,
ela se fechou pro mundo,
e imaginou estar no fundo do poço,
presa a sua amargura
e ao seu egocentrismo.
Uma menina mimada e sonhadora  que fantasia um mundo colorido,
tentando moldar as pessoas à sua maneira,
com seu temperamento impulsivo/ possessivo,
acabando por afasta-las de sua vida por puro medo de se magoar,
é extremamente exagerada em tudo,
ama sem medidas,
se entrega totalmente ao momento sem analisar possíveis conseqüências.
A intenção era apenas dormir,
esquecer todos os medos,

os traumas de infância,
queria apagar todo o sofrimento e angústia até então reprimidos,
mas quando acordou
percebeu que o esquecimento jamais irá acontecer
e que sim, o tempo irá amenizar a dor,
e a tão almeijada felicidade e auto-confiança
estavam o tempo todo dentro dela mesma,
que cega, não via.
Amigos? Estes, ela tem os melhores!
São mais até do que a mesma merece.

Amor? Ela tem um,
que com todas suas limitações a ama sem medida,
e no momento do sono profundo
segurou em sua mão e lhe disse: Eu te Amo!

Isso a trouxe de volta a vida...
à realidade!
E hoje,
mesmo com todas as frustrações,
angústias e inseguranças,

ela está feliz e se sente uma garota normal,
vivendo num mundo real...
E percebeu que é mais forte do que pensava.

J.R.F

(Poesia escrita pela minha irmã Jéssica Rodrigues Fonseca, em 01/02/2011)

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Rabiscos...


Por favor,
Não faça pouco caso
Dos simples rabiscos que lê...
Nestas mal traçadas linhas
Esta tudo o que não vê...
Da escrita o poeta faz
Tudo que na sua alma vai
Ele chora, canta, ri...
O sangue esvai...
Talvez num poema
Escrito apressado
Escoam palavras cansadas
De um sofrimento seu.
Ai! Pobre de mim!
Escrevi sentida,
Tudo assim, de coração.
Mas, você nas entrelinhas
Não leu...
E a resposta que ansiosa esperava,
Vi angustiada,
Você não deu!
E a poeta calada
Não declamada
Pingou lagrimas de tinta,
Nesta pobre folha
Que agora folheias...
Ficou, porém, desde outrora,
a magoa que chora comovida,
Esta poeta
Dos fatos da vida!...

Encontro...


Magico é o encontro do rio com o mar.
Calmaria doce com o sal bravio
Um abraço sem fim...
Eterna dança das aguas a cada dia
é o encontro de vidas que nunca termina
A doce agua do rio,
deve ser a alma do mar,
é como o homem e a mulher
mesmo se encontrando, se amando,
se compreendendo,
são diferentes.
Cada um com sua doçura,
cada um com seu amargor,
cada um buscando a si proprio
através de outros caminhos.
Duas almas que se encontram,
se completam,
e um dia se separam!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O Telefone...


Ela sabia que estava chegando ao fim. No fundo, ela sabia que estava apenas adiando o inevitavel, mas seu coração de menina impetuosa, pedia-lhe mais uma chance. Ela não sabia o que fazer, mas como sempre, acabaria cedendo.
Ela desliga o telefone e cai num pranto ininterrupto e desesperado. Os olhos tristes e inchados demonstravam-lhe a dor que lhe ia no coração. Ela chora, chora... Chora até secar suas lagrimas e o telefone tocar de novo.
Quando o telefone toca, ela finge que esta bem, se faz de durona, mas morde os labios para tentar aplacar a cachoeira que lhe cai dos olhos. Ela não quer que ele a ouça chorar. Não por ele. Orgulho ferido de uma menina-mulher.
Quando ele diz que acabou, ela desaba. Desaba como uma grande mulher que acabou de perder o seu grande amor. Tudo para ela é grande, pois é muito exagerada.
Ela desliga o telefone e jura nunca mais sofrer por ele. Começa a juntar cartões, CDs e fotos, no intuito de devolver-lhe. Ela continua chorando e agora soluça. Liga para a amiga, para o amigo, em completo desatino.
O telefone toca... é ele! Ele dizendo que esta vindo. Vindo ao seu encontro! Ela treme! No fundo, ela sabe que o ama, e que a vida vai ser dificil sem ele... Ela sabe que vai ser dificil viver sem as chatices, as ligações nas madrugadas, os beijos dele...
Ela o espera ansiosa e preocupada. Querendo ou não, ela preocupa-se com ele. Ele chega... Por dentro ela gela, suas mãos tremem e seus olhos ficam marejados ao relembrar todos os momentos que ja viveram juntos.
Quando os olhares se encontraram, ambos derreteram-se por dentro e perceberam o quão abençoados são, por terem um ao outro. Abraçam-se unidos pela saudade...
Olhos nos olhos... Ela esquece a promessa que fez a si mesma de não voltar atras. Ela ouve os pedidos de desculpas e promessas de mudança, com aquele choro incontido, ja sabendo que iria ceder às suas eloquentes palavras. Ele é muito bom de argumentos.
Ela decide. Decide tentar mais uma vez. Decide ouvir o telefone tocar nas madrugadas sombrias de seu conturbado mundinho. Eles decidem! Decidem continuar juntos em busca da felicidade, mesmo sabendo que esta não é encontrada facilmente. Eles vêem e percebem que não adianta... Eles se amam!...
Mas ninguém sabe até quando! Ninguém sabe até quando ela vai ficar sem chorar denovo... O telefone toca...

Denise, 18/01/2011.

Menina de trança não é mais criança!


Ela carrega consigo o mesmo sorriso. O mesmo sorriso arrebatador e sincero de sempre. Uma jovem menina-mulher que sonha. Sonha sempre com dias melhores. Busca na realidade dura de sua vida, a motivação para seguir sempre adiante. Luta com unhas e dentes por aquilo que almeija. E seus desejos são os mais profundos e dificeis possiveis. Seu dia-a-dia é sempre muito agitado, mas mesmo assim, ela encontra tempo para orar. Ela ja viveu muito. Suas experiências dariam um livro. Não um romance, apesar d'ela ser uma romântica inveterada, mas talvez uma ação com uma leve pitada de comédia. O romance fica ao encargo de seus sonhos ainda não realizados. Ela busca no conhecimento, uma fonte de sabedoria, e na sabedoria, discernimento para fazer as suas escolhas, pois ja fez muitas erradas, apesar de estas tê-la feito crescer.
Sua vida é feita de sonhos, aventuras e uma dose muito grande de coragem. Ela ajuda os outros, sem pensar a quem e como. Seus esforços sempre são muitos, mesmo que possam ser em vão. Suas qualidades são inumeras, ainda que não reconhecidas. Seus defeitos fazem parte de um conjunto dessa menina-mulher de fases, mas estes não impedem que ela cresça, mesmo que as vezes opte por ser infantil. Ela é ciumenta, como nenhum outro ser vivo é capaz de ser. Tem ciumes de tudo o que é dela e briga com quem quer que seja para defender os seus e o que acha certo, mesmo que não seja. Defende suas opiniões, não deixando de ouvir as dos outros, mas dificilmente é influenciada.
Essa menina-mulher vê em seus amigos, seu porto seguro, em sua familia, sua força, e em Deus, o seu refugio. Crê em Deus acima de todas as coisas, e confia muito em suas promessas. Ela ama intensamente, e por isso, sempre sofre no final, pois ela aprendeu da pior forma possivel que nada dura para sempre. Ela se entrega a aquilo ou a aquele que a faz suspirar e vibrar por dentro. Ela é toda emoção. Ela fica triste. E quando fica triste, seu sorriso iluminado e brincalhão desaparece, fazendo com que todos ao seu redor notem que a doce pequena não esta bem. Ela dificilmente fala de seus problemas a outras pessoas, a não ser que confie plenamente, e essa confiança ela busca no fundo do olhar.
Ela adora cantar. Canta no chuveiro, pela casa, onde da vontade, ela canta. Ela toca. Toca seu violão e o coração de muitas pessoas com sua humildade e solidariedade. Ela da conselhos e ombro amigo para aqueles que precisam, mas as vezes, não encontra um quando necessita. Ela ja viajou. Viajou pelos paises europeus e pelas asas da imaginação e dos sonhos. Adquiriu experiências doloridas e proveitosas através dos venenos mais amargos, mas também adquiriu sensibilidade e maturidade suficiente através dos mesmos e da superação dos seus medos mais profundos.
Ela tem muito medo de morrer e não viver tudo o que tem pra viver. Ela adora viver e não quer perder o que a vida ainda lhe reserva, mesmo que sejam dificuldades.
Essa menina de trança, não é mais criança, mas carrega no peito o espirito de uma!

Denise, 18/01/2011.

Ayrton Senna



Seja você quem for, seja qual for a posição social que você tenha na vida, a mais alta ou a mais baixa, tenha sempre como meta muita força, muita determinação e sempre faça tudo com muito amor e com muita fé em "Deus", que um dia você chega lá. De alguma maneira você chega lá."

( Ayrton Senna )



Antes de ser mãe...



“Antes de ser mãe eu fazia
e comia os alimentos ainda quentes
Eu não tinha roupas manchadas.
Eu tinha calmas conversas ao telefone.
Antes de ser mãe eu dormia
o quanto eu queria
e nunca me preocupava
com a hora de ir para a cama.
Eu não me esquecia de
escovar os cabelos e os dentes.
Antes de ser mãe eu limpava
minha casa todo dia.
Eu não tropeçava em brinquedos
nem pensava em canções de ninar.
Antes de ser mãe eu não me preocupava
se minhas plantas eram venenosas ou não.
Imunizações e vacinas eram
coisas em que eu não pensava.
Antes de ser mãe ninguém vomitou nem fez xixi em mim,
nem me beliscou sem nenhum cuidado,
com dedinhos de unhas finas.
Antes de ser mãe eu tinha
controle sobre a minha mente,
meus pensamentos, meu corpo e meus sentimentos.
... eu dormia a noite toda ...

Antes de ser mãe eu nunca tive
que segurar uma criança chorando
para que médicos pudessem
fazer testes ou aplicar injeções.
Eu nunca chorei olhando
pequeninos olhos que choravam.
Eu nunca fiquei gloriosamente feliz
com uma simples risadinha.
Eu nunca fiquei sentada horas
e horas olhando um bebê dormindo.
Antes de ser mãe eu nunca
segurei uma criança só por
não querer afastar meu corpo do dela.
Eu nunca senti meu coração se despedaçar
quando não pude estancar uma dor.
Eu nunca imaginei que uma
coisinha tão pequenina pudesse
mudar tanto a minha vida.
Eu nunca imaginei que pudesse
amar alguém tanto assim.
Eu não sabia que eu adoraria ser mãe.

Antes de ser mãe eu não conhecia a sensação
de ter meu coração fora do meu próprio corpo.
Eu não conhecia a felicidade de
alimentar um bebê faminto.
Eu não conhecia esse laço que
existe entre a mãe e a sua criança.
Eu não imaginava que algo tão pequenino pudesse
fazer-me sentir tão importante.
Antes de ser mãe eu nunca me
levantei à noite a cada 10 minutos
para me certificar de que tudo estava bem.
Nunca pude imaginar o calor,
a alegria, o amor, a dor
e a satisfação de ser mãe.
Eu não sabia que era capaz
de ter sentimentos tão fortes.
Por tudo e, apesar de tudo, obrigada, Deus,
por eu ser agora um alguém tão
frágil e tão forte ao mesmo tempo.
Obrigada Deus por permitir-me ser Mãe!“

(TE AMO, BRYAN FONSECA)